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A prisão a que nos sujeita a palavra dita
A palavra dita, prende-nos. Melhor fôra o silêncio na boca daquele que quer ser livre no seu lugar. O que ao outro dizemos prende-nos a ele e ao todo. Dito melhor, ao todo, porque ele, dele faz parte. Prende-nos ao cais, prende-nos a um pássaro, a um foguetão, a um olhar, prende-nos a um comboio, a uma estátua, a um balão, manietando-nos ou arrastando-nos, mas nunca nos deixando imóveis como antes. Nunca nos deixando livres do outro, como antes. Que o silêncio seja aquilo que a palavra poderá ser: A escolha do nosso caminho.
Hoje, fui visitado por um sábio
Pitágoras recusou para ele o título de sábio. Preferiu Filósofo. Aquele que ama a Sabedoria. Hoje, fui visitado por um sábio que, sendo-o tal como Pitágoras, apresentou-se como um velho homem do campo. Não consigo, em profundidade, descrever todas as palavras que me transmitiu. Mas agora que me sento nesta camioneta que me leva a Angra, pelo velho caminho das Freguesias, tenho de tentar deixar por escrito, no máximo que conseguir, este estranho encontro, antes que dele me leve a memória. Tudo na vida parece ocorrer de forma estranha. As coisas acontecem por algum motivo, com encontros que são inesperados, mas que, por alguma razão, depois parecem ser marcos determinados por uma consciência ou vontade que não alcanço. Talvez seja legítimo perguntar até que ponto a nossa vontade não determina os encontros casuais, de uma forma que um dia compreenderemos quando ao Uno soubermos ver. Estava assim sentado na paragem das camionetas, a mesma que todos os dias passava, olhando e l...
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