A palavra dita, prende-nos. Melhor fôra o silêncio na boca daquele que quer ser livre no seu lugar. O que ao outro dizemos prende-nos a ele e ao todo. Dito melhor, ao todo, porque ele, dele faz parte. Prende-nos ao cais, prende-nos a um pássaro, a um foguetão, a um olhar, prende-nos a um comboio, a uma estátua, a um balão, manietando-nos ou arrastando-nos, mas nunca nos deixando imóveis como antes. Nunca nos deixando livres do outro, como antes. Que o silêncio seja aquilo que a palavra poderá ser: A escolha do nosso caminho.
Não. A árvore não existe da mesma forma que a vemos, limitando-se apenas a uma correspondência, de cuja equação faz parte o Todo reduzido à limitação da nossa capacidade de gerar ideias. Existe de facto pela ideia que dela tem D'us, mas essa ideia é a plenitude, a própria divindade. A ideia que temos da realidade é a correspondência que nos é possivel ter de D'us.
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