A prisão a que nos sujeita a palavra dita
A palavra dita, prende-nos. Melhor fôra o silêncio na boca daquele que quer ser livre no seu lugar.
O que ao outro dizemos prende-nos a ele e ao todo. Dito melhor, ao todo, porque ele, dele faz parte.
Prende-nos ao cais, prende-nos a um pássaro, a um foguetão, a um olhar, prende-nos a um comboio, a uma estátua, a um balão, manietando-nos ou arrastando-nos, mas nunca nos deixando imóveis como antes.
Nunca nos deixando livres do outro, como antes.
Que o silêncio seja aquilo que a palavra poderá ser: A escolha do nosso caminho.
Comentários
Enviar um comentário